Professores estaduais decidem manter a greve e solicitam apoio dos vereadores Data de Publicação: 25 de outubro de 2016 Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marialva Antes do início oficial da sessão ordinária desta segunda-feira, os vereadores se reuniram com representantes da APP - Sindicato e com professores das escolas estaduais em Marialva. Na ocasião, Rosemary Pinheiro Lima, representante da APP – Sindicato do núcleo de Mandaguari em Marialva, falou sobre a decisão da categoria em manter a paralisação que se iniciou na segunda-feira, dia 17.  "Nossa greve não é ilegal e não é abusiva. Ela ocorre pela ruptura do governo em não cumprir um compromisso. A gente entende, então, que este governo se mostra: incorreto porque não paga o que deve. Não tem palavra porque desrespeita os acordos. Foi violento porque nos feriu no corpo e na alma no dia 29 de abril e também não foi honesto porque roubou nossa previdência, desviou recursos e está envolvido na Operação Quadro Negro e Operação Publicano", disse.  Ouça a fala, na íntegra: O presidente da Casa, Jefferson Garbuggio encaminhará ofício, em nome de todos os vereadores, ao governador Beto Richa e ao presidente da Assembleia Legislativa do Paraná Ademar Traiano solicitando a reabertura do diálogo entre a categoria e o Estado.  Pauta da greve:Os professores e servidores lutam pela retirada das emendas da Lei de Diretrizes Orçamentárias, enviadas pelo governo à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que afetam o cumprimento da data-base, item conquistado na última greve da categoria no ano passado. Outras reivindicações que estão na pauta são: a implantação e o pagamento dos atrasos das progressões e das promoções, que segundo a APP- Sindicato já somam R$600 milhões; a equiparação do salário dos funcionários ao salário mínimo regional, o reajuste do auxílio transporte para funcionários contratados por meio do PSS (Processo Seletivo Simplificado); a retirada da falta do dia 29 de abril, data em que os professores suspenderam as aulas para participarem de um protesto.  Na pauta nacional, a categoria se firmou contrária à PEC 241, que prevê um teto para os gastos do governo federal, à MP 746, que trata da reforma do Ensino Médio, à Reforma da Previdência e ao PL 257, que propõe a renegociação das dívidas dos Estados com a União.