Paço da Prefeitura de Marialva ganha nome de João Gonçalves de Medeiros Data de Publicação: 23 de novembro de 2021 Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marialva O Paço Municipal de Marialva receberá o nome do ex-vereador João Gonçalves de Medeiros, popularmente conhecido como "João Porquinho".  Os vereadores da Câmara Municipal de Marialva aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei Ordinária nº 21/2021, que presta a homenagem ao falecido denominando de "Paço Municipal João Gonçalves de Medeiros" o espaço da sede da Prefeitura de Marialva.  O projeto, de autoria do vereador Toninho Raspa (MDB), foi discutido em regime de urgência com dispensa de interstício para a segunda e terceira votação, e segue agora para a sanção do Prefeito Victor Marinti (PP).   O prédio do Paço Municipal foi projetado pelo engenheiro e arquiteto Jorge Miguel Blaszczyk e inaugurado em dezembro de 1974, na gestão do Prefeito Romualdo Borsari.  Durante a sessão ordinária, Toninho Raspa agradeceu o carinho dos familiares, amigos e funcionários da Chapebráz e Eldorado Chapéus presentes na sessão e o voto favorável dos demais parlamentares: “Conheci o João quando eu ainda era moleque, atleta no Atlético Clube Marialva. Eu vivia na Lanchonete União, comendo o arroz doce que a esposa dele, dona Cida, fazia. Ele foi ainda meu parceiro de Câmara em outras gestões. Não tenho palavras para expressar meu agradecimento. Devo muito a ele a família pelo apoio que me deram na minha carreira política”, disse.  “Os cargos são temporários e os títulos são provisórios, mas a maneira como você trata as pessoas sempre será lembrada. João Porquinho foi prova real disso. Hoje ele está sendo eternizado e, muito dessa homenagem, se deve a boa relação que ele tinha com toda a população”, comentou o Presidente do Legislativo, vereador Paulinho.  Medeiros foi uma figura de grande influência na política local. Exerceu o mandato de vereador na Câmara Municipal de Marialva entre os anos de 1983 a 1988 e 1997 a 2000. Assumiu ainda o cargo de vice-prefeito do Município entre 1989 a 1992, na gestão do então prefeito Celso Martini.  Fundou, ao lado dos filhos, a Chapebráz - empresa tradicional há mais de 25 anos atuando no ramo de indústria e comércio de chapéus e bonés da moda country.  Medeiros morreu no dia 6 de agosto de 2020, aos 77 anos de idade, por problemas cardíacos. Quando ainda era vivo, em 2018, recebeu do Legislativo de Marialva o título de Cidadão Honorário do Município.   Saiba mais sobre a história de João PorquinhoMedeiros era natural de Bambuí, Minas Gerais, mas tinha Marialva como sua cidade do coração. Se instalou na Capital da Uva Fina com os pais e mais cinco irmãos em 1950. A família, que trabalhava como porcenterios de café na propriedade de Frederico Alemão, na Estrada Keller (Km 14), enfrentou a geada negra de 1955, que arrasou grande parte dos cafezais da região. A alternativa encontrada pela família foi se estabelecer em Terra Rica, na propriedade de Agostinho Depieri. Um ano depois, João Medeiros deixou a família em Terra Rica e voltou a morar em Marialva, desta vez, acolhido pelo tio, Antonio Belmiro Marques.   Para ajudar nas despesas da casa, começou a trabalhar abrindo canais para a rede de abastecimento de água da cidade. E também trabalhou durante anos no Bar Estrela.  Em 1965, casou-se com Aparecida Caparroz de Medeiros, com quem teve quatro filhos.  Na época, recebeu uma oferta e foi trabalhar, ao lado de Manoel Marques, no mercado de secos e molhados no distrito de São Miguel do Cambuí.  Em seguida, mudou-se novamente para Marialva para trabalhar no Bar do Osmar, na Rua Washington Luiz, onde hoje está localizado o Centro Comercial.   Com a experiência que adquiriu abriu o Bar União em sociedade com Elmir Roman, na Rua Formosa em frente a sapataria do Toloy. O sucesso do bar foi tanto que os dois, ainda em sociedade, resolveram adquirir um terreno em frente ao antigo cinema e construir a Lanchonete União, que chegou a ser considerada, na época, a melhor da cidade.  Em 1975, Medeiros trocou o ramo do comércio de alimentícios e de bebidas e se aventurou em outro, completamente diferente: a produção de chapéus e acessórios. Foi nesse período que fundou, junto com o primo Orlando, a Chapemark. Apesar de ter tido vida relativamente longa, a Chapemark foi vendida a terceiros e, com os recursos, Medeiros adquiriu uma fazenda na Cidade Gaúcha.  Em 1982, ingressou na carreira política, sendo vereador da cidade entre 1983 a 1988, vice-prefeito de João Celso Martini no mandato de 1989 a 1992 e novamente eleito vereador para a gestão em 1997 a 2000. Depois desse período, em 1995,  Medeiros retomou o comércio de chapéus, desta vez com apoio dos filhos Marco e Flávio, e criou a marca Chapebráz, a empresa atende o mercado country em todo o Brasil.