Encontro com mulheres que convivem com fibromialgia debate os impactos da “síndrome invisível” Data de Publicação: 30 de maio de 2025 Crédito: Ariádiny Rinaldi Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara de Marialva Na noite de terça-feira (27), o plenário da Câmara Municipal de Marialva se tornou um espaço de escuta, empatia e acolhimento. O encontro promovido pela Procuradoria da Mulher reuniu mulheres que convivem com a fibromialgia, além de profissionais da saúde, para um debate franco sobre os impactos físicos, emocionais e sociais dessa síndrome ainda pouco compreendida. A atividade foi conduzida pela vereadora Sheila Gabarron, que também é educadora da rede APAE, e contou com a presença de duas convidadas especiais: a fisioterapeuta Danielle Batalini e a psicóloga Angelica Golin. Juntas, elas ofereceram não apenas conhecimento técnico, mas também acolhimento e humanidade ao abordar os desafios enfrentados pelas mulheres fibromiálgicas. Com 16 anos de experiência na fisioterapia e formação em dermato funcional no Chile, Danielle Batalini é também ozonioterapeuta e atua com terapias integrativas. Ela explicou como essas abordagens complementares têm potencializado os resultados no tratamento de pacientes com fibromialgia, promovendo alívio da dor e mais qualidade de vida. “O tratamento precisa ir além do remédio. Estamos falando de pessoas que vivem com dor todos os dias. São dores que não aparecem em exames de sangue ou ressonância, mas estão lá — intensas, persistentes, reais”, afirmou. Segundo a fisioterapeuta, a fibromialgia atinge tecidos moles e se manifesta em pontos específicos do corpo — conhecidos como pontos gatilho. “São oito pontos ativados com dor. Quanto mais apertar, mais dói. Mas, com a técnica adequada e o cuidado certo, conseguimos ‘desativar’ essas áreas, proporcionando alívio”, explicou. Além das dores em formato de facadas, muitas pacientes relatam formigamentos, cansaço extremo e sofrimento emocional profundo. A psicóloga Angelica Golin destacou como o impacto da doença ultrapassa o físico. “As pessoas ao redor muitas vezes não acreditam na dor de quem tem fibromialgia, e isso gera ainda mais sofrimento. O emocional adoece junto”, relatou. Com experiência em saúde mental e grupos terapêuticos, Angelica reforçou a importância do acolhimento e da escuta. “Não basta viver mais. Precisamos garantir que essas mulheres vivam melhor, com dignidade e apoio.” A vereadora Sheila encerrou a noite reforçando o compromisso da Câmara com a causa. “Esse encontro foi mais que simbólico. Foi um passo concreto na construção de uma cidade que reconhece as dores invisíveis e trabalha por políticas públicas que acolham essas mulheres.” A ação integra o calendário oficial instituído pela Lei Municipal nº 2342/2019, que criou o Programa Municipal de Identificação e Tratamento da Fibromialgia e estabeleceu o dia 12 de maio como data de conscientização sobre a doença.