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Câmara vota a inclusão da campanha Dezembro Vermelho no calendário oficial do município

A Câmara Municipal de Marialva analisa em primeira discussão nesta segunda-feira (5) o Projeto de Lei (03/2018), apresentado pela vereadora Josiane (PP), que institui a campanha de conscientização "Dezembro Vermelho" no calendário oficial do Município


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sort Fonte Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marialva com informações do Ministério da Saúde/ Revista Radis


A Câmara Municipal de Marialva analisa em primeira discussão nesta segunda-feira (5) o Projeto de Lei (03/2018), apresentado pela vereadora Josiane (PP), que institui a campanha de conscientização "Dezembro Vermelho" no calendário oficial do Município. O objetivo é realizar anualmente atividades direcionadas ao enfrentamento do vírus HIV/Aids.

 

De acordo com o texto do projeto, a mobilização em torno do Dezembro Vermelho deverá se apoiar em convênios de cooperação entre o poder público e a sociedade civil organizada e em parcerias com universidades, empresas privadas, sindicatos, entidades governamentais e não governamentais.

A ideia, segundo Josiane, é ampliar para doenças sexualmente transmissíveis o que já tem sido feito em campanhas como “Outubro Rosa” e “Novembro Azul”.

"As pessoas acham que a Aids é um problema controlado, que ninguém morre mais dessa doença, mas a gente que convive na área da saúde sabe o quanto é difícil a luta contra o vírus", disse. 

Dentre os públicos-alvo a serem atingidos pela campanha, a vereadora destaca os adolescentes. Nessa faixa etária é preciso uma intensa conscientização sobre a necessidade da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis", aponta. 

 

Dados
Em 1987, o 1º de Dezembro foi estabelecido pela Assembleia Mundial da Saúde em apoio com a Organização das Nações Unidas como o Dia Mundial de Combate à Aids.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou queda no número de casos e de mortes por Aids. Segundo o levantamento, o número de novos casos detectados em 2016 caiu 5,2% em relação a 2015. A queda é atribuída aos resultados da ampliação do diagnóstico do HIV, à diminuição do tempo para iniciar o tratamento (estimado em 41 dias) e ao aumento no número de pessoas recebendo a terapia antirretroviral.

Apesar da queda, os números continuam preocupantes. Estima-se que 830 mil brasileiros vivam hoje com HIV. A taxa de detecção entre homens de 15 a 19 anos quase triplicou (2,4 casos por 100 mil habitantes em 2006 para 6,7 casos, em 2016). Também houve aumento no número de gestantes infectadas (de 2,3 por 100 mil habitantes, em 2006, para 2,6 em 2016).