Saiba quanto foi gastos e arrecadado pelo Município em 2021
Após um longo período em que as audiências públicas de prestação de contas foram realizadas apenas de modo virtual por conta da pandemia, a Prefeitura de Marialva voltou a apresentar a avaliação dos quadrimestres e o cumprimento das metas fiscais do governo municipal no plenário da Câmara Municipal de Marialva.
Nas última sexta-feira (18/2) o contator da Prefeitura, Diorginy Gonçalves de Faria, detalhou o relatório das receitas, gastos e investimentos da Administração referente os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2021.
A audiência teve início às 15h e contou com a presença do secretário da Fazenda, Bruno Costa, e da técnico contábil do Legislativo, Aparecida do Carmo Mori. A audiência foi transmitida ao vivo nas páginas oficiais da Câmara no Facebook e Youtube.
A meta era que Marialva, ao longo de 2021, arrecadasse R$ 168 milhões. Entraram nos cofres públicos, porém, R$ 155 milhões, 92% do total que estava previsto. Apesar da arrecadação inferior, o Município também gastou menos do que o previsto. Dos R$ 179 milhões estipulado, Marialva teve despesa total de R$ 144 milhões, 20% a menos do que o valor estipulado. Entre os meses de setembro a dezembro, o Município arrecadou R$ 52 milhões e gastou R$ 53 milhões.
A Administração Municipal investiu R$ 25 milhões na Educação. A aplicação corresponde a 25,39 % das Receitas Brutas sobre Impostos e Transferências. O percentual mínimo obrigatório pela Constituição na pasta é de 25%.
Na Saúde, o investimento também superou o percentual mínimo constitucional e obrigatório que é de 15% e chegou a 25,65% sobre o total da Receita de Impostos Líquida e Transferências Constitucionais e Legais, o equivalente a R$ 24,8 milhões.
No período acumulado de 2021, o Instituto de Previdência e Assistência de Marialva (Ipam) teve arrecadação de R$ 18,2 milhões contra despesa de R$ 15,3 milhões, apresentando superávit de R$ 2,8 milhões.
No mesmo período, o Serviço de Água e Esgoto de Marialva (Saema) teve arrecadação de R$ 9,6 milhões contra despesa de R$ 9,1 milhões, apresentando superávit de R$ 576 mil.
O Legislativo teve despeda de R$ 3 milhões, 62% do que estava previsto para o ano, que era de R$ 4,9 milhões.
O Executivo atingiu o índice de 48,19 % de gastos com pessoal em relação às receitas correntes líquidas, abaixo do limite prudencial, estabelecido pela LRF, que é de 51,3% e abaixo do limite máximo de 54%. A dívida pública, oriunda de financiamentos e similares, ficou em R$ 19 milhões, o que representa 14,82% da receita corrente líquida, bem abaixo do limite permitido que é de 120%.