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Vereadora aborda episódio de desentendimento em plenário e defende combate à violência contra a mulher

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Marialva, realizada na segunda-feira (3/11), a vereadora Sheila Gabarron utilizou o grande expediente para se manifestar sobre um episódio de desentendimento ocorrido na sessão anterior (27/10), envolvendo o vereador Paulinho. 


calendar_today Data 4 de novembro de 2025
sort Fonte Assessoria de Imprensa da Câmara de Marialva
tag Crédito da notícia Ariádiny Rinaldi
home Crédito da imagem Ariádiny Rinaldi


Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Marialva, realizada na segunda-feira (3/11), a vereadora Sheila Gabarron utilizou o grande expediente para se manifestar sobre um episódio de desentendimento ocorrido na sessão anterior (27/10), envolvendo o vereador Paulinho. 

Em seu pronunciamento, Sheila relatou ter se sentido alvo de violência verbal e atitude intimidatória e defendeu a necessidade de respeito mútuo e combate à violência psicológica no ambiente de trabalho, especialmente contra mulheres.

Como Procuradora da Mulher da Câmara, ela citou dispositivos da Lei Maria da Penha e destacou que a violência psicológica também deve ser reconhecida e combatida.. “Palavras, atitudes, ameaças e manipulações podem ser tão ou mais devastadoras que agressões corporais”, afirmou.

Manifestação da Procuradoria Adjunta

A vereadora Nathalia Simmer, que ocupa o cargo de Procuradora Adjunta da Mulher, também se pronunciou sobre o tema. Em solidariedade à colega, afirmou que “a Câmara é a casa do povo e quem está aqui precisa dar exemplo de respeito e responsabilidade”, reforçando que a instituição deve ser um espaço de diálogo e não de intimidação. Nathalia lembrou ainda que, no início do ano, outro episódio semelhante havia sido analisado pelo Conselho de Ética, e que a ausência de sanção contribui para a reincidência de atitudes de desrespeito.

“Se nem a procuradora da mulher é respeitada, o que vamos dizer para as mulheres lá fora, que lutam todos os dias contra a violência e o desrespeito?”, questionou.

Na sequência, o vereador Paulo César da Silva, citado no discurso de Sheila, usou a tribuna para se defender. O parlamentar negou ter proferido ameaças e afirmou que houve um mal-entendido durante o grande expediente da sessão anterior, quando se sentiu alvo de deboche enquanto discursava. Ele solicitou que as imagens das câmeras de segurança da Câmara sejam divulgadas publicamente, a fim de esclarecer o episódio. Paulinho também declarou que o episódio não deve ser usado para promoção política.

O episódio gerou um debate mais amplo sobre ética, convivência parlamentar e combate à violência verbal, especialmente no contexto da atuação feminina na política.
Os discursos ressaltaram a importância de respeito entre os vereadores, da preservação do ambiente institucional e da responsabilidade pública dos agentes políticos no exercício do mandato.