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Câmara de Marialva aprova projeto que amplia capacitações em primeiros socorros na rede municipal de ensino

Medida moderniza a aplicação da Lei Lucas e inclui também alunos a partir do 1º ano do fundamental


calendar_today Data 11 de dezembro de 2025
sort Fonte Assessoria de Imprensa da Câmara de Marialva
tag Crédito da notícia Ariádiny Rinaldi
home Crédito da imagem Emerson Antonelli


Na sessão ordinária desta segunda-feira (8/12), a Câmara Municipal de Marialva aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Ordinária nº 52/2025, de autoria da vereadora Natalhia Simmer, que amplia a política municipal de capacitação em noções básicas de primeiros socorros no âmbito da rede pública de ensino. A proposta foi analisada em regime de urgênciae discutida em três votações.

O texto aprovado atualiza e fortalece o cumprimento da Lei Federal nº 13.722/2018 (Lei Lucas), ao estabelecer diretrizes locais mais abrangentes e incluir, de forma inédita, não apenas professores e servidores, mas também alunos a partir do 1º ano do ensino fundamental, tornando-os multiplicadores de conhecimento em segurança e prevenção. Segundo o projeto, as capacitações compreenderão módulos teóricos e práticos, oficinas, simulações e conteúdos adaptados às faixas etárias, sempre articulados com as diretrizes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde.

A política será executada de maneira intersetorial, envolvendo a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria Municipal de Saúde e instituições parceiras como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, universidades e entidades públicas ou sem fins lucrativos. As unidades escolares também passarão a ter obrigações específicas, como manter lista atualizada de profissionais capacitados, dispor de kits de primeiros socorros completos e incluir ações preventivas nos Projetos Político-Pedagógicos (PPP).

Durante a discussão do projeto, a autora, vereadora Natalhia Simmer, destacou que a proposta não apenas complementa a legislação federal, mas “estabelece um padrão municipal mais completo, organizado e preventivo”. Ela reforçou que o objetivo não é transformar crianças em socorristas, mas capacitá-las com noções simples que podem salvar vidas:

“Ensinar nossos estudantes a reconhecer sinais de emergência, agir com prudência e acionar corretamente o socorro faz diferença na escola, em casa e em qualquer espaço público. Estamos votando um avanço institucional permanente, tecnicamente fundamentado e de alto impacto coletivo.”

O vereador Toninho Raspa, ao defender o regime de urgência, afirmou que o tema “é de grande relevância social, pois trata diretamente da proteção da vida e da organização interna das escolas diante de situações emergenciais”.

O projeto segue agora para sanção do Poder Executivo. Conforme o texto, a lei deverá ser regulamentada em até 90 dias e entrará em vigor 180 dias após sua publicação, permitindo a estruturação adequada dos treinamentos e da rede de apoio.