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Solenidade comemora 80 anos da imigração japonesa em Marialva

Na noite desta quarta-feira (2), a Câmara Municipal de Marialva faz uma homenagem aos 80 anos da Imigração Japonesa em Marialva. Durante o evento que terá início às 19h30, a ACEM (Associação Cultural Esportiva Marialvense) receberá título de Moção de Congratulação, Aplauso e Confiança


calendar_today Data 2 de agosto de 2017
sort Fonte Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marialva


Na noite desta quarta-feira (2), a Câmara Municipal de Marialva faz uma homenagem aos 80 anos da Imigração Japonesa em Marialva. Durante o evento que terá início às 19h30, a ACEM (Associação Cultural Esportiva Marialvense) receberá título de Moção de Congratulação, Aplauso e Confiança devido ao trabalho de preservação da tradição nipônica no município. 
 
O advogado, ex-vereador e membro da diretoria da ACEM, Nelson Yukio Inumaru, afirma ser impossível desassociar a história da ACEM da história da imigração japonesa no Município. Ele conta que “Em 1940, antes mesmo de existir Marialva, já havia um grupo formado por 32 famílias nipônicas que por aqui viviam”.  
 
Folheando um livro, Nelson mostra, orgulhoso, a foto da equipe de beisebol da ACEM, vencedora no Campeonato Paranaense de Beisebol que aconteceu na cidade de Assaí em 1963, e o registro dos participantes do primeiro concurso de canto realizado em 1969.
 
A proximidade entre Marialva e o Japão é visível ao andar pela cidade. Além do monumento oriental construído na praça ao lado do fórum, entre as ruas Washington Luiz e Domingos de Moraes, e do templo da Seicho-no-ie, na rua Nossa Senhora do Rocio, é possível notar a influência nipônica na gastronomia e no comércio local. 
 
Há um ano, Édio Yasunaka abriu o restaurante Ichiban (em português, “o primeiro”) na Avenida Colombo. O diferencial do cardápio são os sushis e sashimis preparados com carinho pela esposa. “95 % da nossa clientela não é japonesa”, observa.  
 
Na rua Formosa, Takashi Yamamoto mantém a frutaria há mais de 40 anos. Natural de Paraíso do Norte, ele conta que sua família veio para Marialva em 1957 e que aprendeu com o pai o ofício do comércio. Pai de três filhos, Takashi diz que nos dias de hoje é difícil manter a tradição. “A gente até tenta passar para os filhos, mas a molecada não segue”, lamenta.