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Câmara vota projeto que dá nome de Professor Joaquim Pires Batista Neto à Farmácia Móvel de Marialva

A iniciativa tem como objetivo homenagear um cidadão cuja trajetória está profundamente ligada ao desenvolvimento da saúde, da educação e da cidadania em Marialva.


calendar_today Data 13 de junho de 2025
sort Fonte Assessoria de Imprensa da Câmara de Marialva
tag Crédito da notícia Ariádiny Rinaldi
home Crédito da imagem Arquivo da Família


Na sessão ordinária da próxima segunda-feira, 16 de junho, os vereadores da Câmara de Marialva votarão o Projeto de Lei Ordinária nº 12/2025, de autoria da vereadora Sheila Gabarron Ricci, que propõe nomear a Farmácia Móvel do município como Farmácia Móvel Professor Joaquim Pires Batista Neto.

A iniciativa tem como objetivo homenagear um cidadão cuja trajetória está profundamente ligada ao desenvolvimento da saúde, da educação e da cidadania em Marialva.

Nascido em 14 de dezembro de 1933, em Agudos do Sul (PR), Joaquim Pires Batista Neto era filho de Manuel Pires Pereira, o conhecido Maneco Pires, e neto do imigrante português Joaquim Pires Batista, coronel civil da região. Primogênito de uma família com sete irmãos, ajudou o pai nas atividades rurais até os 17 anos, quando expressou o desejo de continuar os estudos. Pai e filho embarcaram juntos rumo a Curitiba.

Na capital paranaense, o jovem Joaquim se encantou com o Exército ao assistir à marcha de soldados diante de um quartel. Ao saber que haveria um concurso para oficiais, decidiu participar — foi aprovado e iniciou a carreira militar. Durante o oficialato, conheceu Izabel, uma jovem normalista, com quem se casou e compartilhou a vida por 50 anos. Também foi nesse período que se formou em Farmácia, sendo posteriormente promovido a oficial farmacêutico.

Em 1964, após Izabel ser aprovada no primeiro concurso da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o casal se mudou para Marialva, vindo de Foz do Iguaçu, onde Joaquim servia. Na cidade, ele se tornou o primeiro farmacêutico com formação acadêmica a se estabelecer e atuar profissionalmente, sendo pioneiro na área da saúde local.

Paralelamente à atuação como farmacêutico, Professor Joaquim também foi docente. Começou a lecionar ainda em Foz do Iguaçu, em 1961, e ao chegar em Marialva foi designado para o Colégio Estadual Bittencourt, onde trabalhou até se aposentar, em 1991. Ao longo da vida, apesar dos diversos títulos — oficial do Exército, farmacêutico, educador —, fazia questão de ser chamado simplesmente de Professor Joaquim, como era carinhosamente conhecido pela comunidade.

Além do trabalho no colégio, ele manteve a Farmácia e Laboratório Galeno, localizada na esquina das ruas Washington Luís e Atílio Ferri. O nome fazia referência a Galeno, considerado o pai da profissão farmacêutica. À época, era comum que farmacêuticos também realizassem análises clínicas em suas farmácias.

Professor Joaquim e Izabel tiveram dois filhos: Desirrê, historiadora e psicóloga residente em São Paulo, e Daniel, nascido 17 anos depois, que seguiu os passos do pai na profissão farmacêutica.

O projeto que propõe a denominação da Farmácia Móvel como Professor Joaquim Pires Batista Neto representa o reconhecimento público da importância de sua trajetória e do impacto positivo que deixou na história de Marialva. A votação acontece em sessão aberta ao público. A sessão tem início às 18h30.