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Pela maioria, vereadores aprovam mudança de nome do SAEMA para “Águas de Marialva”

Durante o debate, os parlamentares contrários à proposta destacaram a falta de prioridade da medida diante dos desafios enfrentados pela cidade em relação ao abastecimento de água. Já os vereadores que votaram favorável defenderam que a alteração é parte de um processo de modernização administrativa e de reestruturação da autarquia.


calendar_today Data 23 de setembro de 2025
sort Fonte Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Marialva
tag Crédito da notícia Ariádiny Rinaldi
home Crédito da imagem Ariádiny Rinaldi


Na sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (22), os vereadores aprovaram, por maioria de votos, o Projeto de Lei Ordinária nº 42/2025, de autoria do Executivo Municipal, que altera a denominação da autarquia responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgoto. O Serviço de Água e Esgoto de Marialva (SAEMA) passa a se chamar oficialmente “Águas de Marialva".

A matéria foi votada em regime de urgência e dispensa de interstício e recebeu cinco votos favoráveis — dos vereadores Miro, Toninho, Paulinho, Marcos Fragal e Grazi Scaliante — e três contrários — dos vereadores Fabinho, Sheila Gabarron e Nathalia Simmer.

De acordo com a justificativa do Executivo,  a mudança tem caráter formal e busca tornar a nomenclatura da autarquia mais clara e acessível à população. O texto ressalta que a alteração não modifica competências, natureza jurídica ou estrutura legal do órgão. 

Discussão em plenário

Durante o debate, os parlamentares contrários à proposta destacaram a falta de prioridade da medida diante dos desafios enfrentados pela cidade em relação ao abastecimento de água.
A vereadora Nathalia afirmou que a mudança de nome não condiz com os problemas enfrentados pela população:

“Mudar o nome sem mudar a realidade não resolve os problemas do saneamento básico. O investimento necessário é em planejamento, eficiência e qualidade do serviço. A credibilidade não se reconstrói com tina e propaganda”, disse.

O vereador Fabinho também criticou os gastos decorrentes da mudança:

“Toda alteração de nomenclatura gera despesa: troca de uniformes, adesivos de veículos, materiais de expediente. O ideal seria resolver primeiro a questão do abastecimento de água e depois, sim, pensar na mudança da identidade da autarquia. Toda população vai parabenizar a prefeita por ter mudado a nomenclatura, mas quanto tiver com água em suas torneiras.”

Na mesma linha, a vereadora Sheila declarou respeito à intenção do Executivo, mas votou contra:

“Temos questões mais sérias a discutir. A alteração do nome não representa ganho efetivo para a população, não traz benefício direto nenhum ao cidadão. Já temos uma identidade consolidada da autarquia e a mudança de nome pode gerar confusão na prestação de serviços.”

Já os vereadores que votaram favorável defenderam que a alteração é parte de um processo de modernização administrativa e de reestruturação da autarquia.
O vereador Miro lembrou que a mudança coincide com a nova sede da autarquia, que passará a ser no centro da cidade:

“Os problemas da água são de anos atrás, mas não é isso que está em pauta. A alteração acompanha a mudança de endereço. Já vai ser feita uma nova fachada no novo prédio. A localização atual do Saema, longe do centro, dificulta o atendimento à população.”

O vereador Fragal ressaltou que a proposta atende também a um pedido dos servidores:

“Conversei com funcionários e eles apoiam a mudança. Eles sentem o desdém da população quando estão em trabalho. É a orientação atual do governos é não usar mais siglas, optar por uma linguagem simples. A nova denominação traz uma cara nova e fortalece a identidade do serviço.”

O vereador Toninho, por sua vez, destacou investimentos já aprovados:

“Recentemente destinamos R$ 8 milhões para o abastecimento de água em Marialva. Esse recurso será aplicado na infraestrutura. A prefeita assumiu esse compromisso e não podemos esquecer que atualmente ela está administrando com o orçamento da gestão passada e em um cenário de queda de arrecadação depois da retirada das tarifas do IPTU.”